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terça-feira, maio 17, 2022
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Foguete chinês retorna à Terra e cai próximo às Ilhas Maldivas

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foguete chinês que estava fora de controle e atraiu atenção mundial voltou neste sábado à atmosfera terrestre, segundo informações da agência espacial da China. Ainda de acordo com a agência, o foguete Long March 5B atingiu uma área no Oceano Índico, com as coordenadas de 72,47 graus de longitude leste e 2,65 graus de latitude norte – a oeste das Maldivas – e teve a maior parte destruída na reentrada.

O foguete, que originalmente pesava mais de 22 toneladas, foi lançado por uma estação espacial chinesa no dia 29 de abril. Depois que seu combustível foi gasto, ele foi deixado para voar pelo espaço, sem controle, até que a gravidade da Terra o arrastasse de volta.

Geralmente, a comunidade espacial tenta evitar esses cenários. A maioria dos foguetes usados para erguer satélites e outros objetos no espaço conduzem reentradas mais controladas que miram o oceano, ou são deixados nas chamadas órbitas de “cemitério” que pode mantê-los no espaço por décadas ou séculos.

O Long March, porém, foi projetado de uma forma que “deixa esses grandes estágios em órbita baixa”, disse Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard. Nesse caso, era impossível saber exatamente quando ou onde pousaria.

A Agência Espacial Europeia previu uma “zona de risco” que abrangia “qualquer porção da superfície da Terra entre cerca de latitude 41,5 N e 41,5 S” – que incluía praticamente todas as Américas ao sul de Nova York, toda a África e Austrália, partes da Ásia sul do Japão e Espanha, Portugal, Itália e Grécia na Europa.

A ameaça às áreas povoadas não era desprezível, mas felizmente a grande maioria da área da superfície da Terra é consumida pelos oceanos, então as chances de evitar um confronto catastrófico eram pequenas.

Foguete chinês
Foguete chinês
Foto: Reprodução / CNN

 

O foguete é um dos maiores objetos na história recente a atingir a Terra após cair fora de órbita. Antes dele, registra-se um incidente de 2018 no qual um pedaço de um laboratório espacial chinês se quebrou sobre o Oceano Pacífico.

Apesar dos esforços recentes para melhor regular e mitigar os detritos espaciais, a órbita da Terra está repleta de centenas de milhares de pedaços de lixo não controlado, a maioria dos quais com menos de 10 centímetros.

Os objetos estão constantemente caindo fora da órbita, embora a maioria dos pedaços queime na atmosfera da Terra antes de ter a chance de causar um impacto na superfície. Partes de objetos maiores, como o foguete Long March, porém, podem sobreviver à reentrada e ameaçar estruturas e pessoas no solo.

“As normas foram estabelecidas”, disse McDowell. “Não há lei ou regra internacional – nada específico – mas a prática de países ao redor do mundo tem sido de conter os resíduos maiores. Não vamos deixar nosso lixo em órbita desta forma”, diz.

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